terça-feira, 30 de abril de 2013

Ensaio fotográfico: A arte exportada de Jaguaribe.


Hoje, em plena 7 (sete) horas da manhã, idealizamos um trabalho diferente, nunca antes visto no nosso Jaguaribe. Equipe CDD,  mais uma vez inovando, fizemos um ensaio fotográfico retratando a arte do filé jaguaribano. 

Com o  apoio da fotografa Jammara Rúbya [ Excelente profissional ], da modelo Manuella Vaz, "Manu", e Jefferson Ricardo que nos cedeu o seu espaço [Aras Estação Festa Buffet]. Realizamos um belo trabalho. 

 Demonstração das peças artesanais da Dona Dioneia








E aí, gostaram? Obrigada pela visitinha e volte sempre.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

A arte exportada...

             RENDA FILÉ

Imagem: Artesã jaguaribana preenchendo sua tela, filé. 



O Filé surge a partir de uma rede simples, composta de malhas e nós, seguindo a técnica de confecção da rede de pescador, que lhe serve de inspiração. Primeiro as artesãs trabalham a "malha" trançada com fio de algodão . Logo em seguida esta é colocada numa grade de madeira, para ser preenchida. Ponto a ponto vão surgindo diversas peças com desenhos autênticos e criativos.
Para começar abalando com as estruturas do blog, nossa orientadora de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) Cinthya Helena, vestida com filé em uma comemoração com alunos.


Esta parecida com Maria Bonita não é gente? Mulher macho sim sinhô! 

Famoso em muitos lugares, o filé é uma renda produzida manualmente, servindo de renda as mulheres e até homens aqui de Jaguaribe. Cultura histórica, o filé já foi tema de vários desfiles. Também, bastante usado para demonstração na televisão brasileira, mais precisamente na Rede Globo de Televisão e em outra emissoras.


Garotas jaguaribanas usando a renda filé em desfiles.


Ao conversar com uma artesã, percebi que assim como a rapadura o filé está crescendo em outros lugares, menos em Jaguaribe. As peças que ela vende já são até exportadas! Argentina, Bolívia, EUA, dentre outros. Fora a importação que é seu maior lucro, principalmente para as outras regiões brasileiras. 

Quem aqui lembra da Açucena de Cordel Encantado? Pois é. Seu figurino era formado por filé !





A Dona Dioneia, a quem entrevistei juntamente com meu colega Ezequias, nos contou sua história, seus lucros e certamente dá para imaginar não é? Ela virou de simples artesã a microempreendedora, o nome de seu estabelecimento é DIOFILÉ. Que chique não é? 


Foto antiga da organização das artesãs do Curralinho.

O estabelecimento da D. Dioneia é localizado na Rua 5 do bairro Curralinho. 





Hoje ela tem cinco funcionárias que trabalham com ela para melhor qualidade do filé. Fora as outras pessoas que vendem os filés para a própria D. Dioneia. 
Sua produção já chegou a ser umas duzentas a trezentas peças por mês.
Ao lado, uma das ajudantes da D. Dioneia dando os últimos reparos em uma peça.


Ao final, fizemos questão de fotografar o momento com a mulher batalhadora, que se transformou em uma mulher de negócios assim como tantos outros jaguaribanos.





Obrigada pela visita. Volte sempre. O Jaguaribe, também é seu!

sábado, 27 de abril de 2013

Primeiro post de expansão!

             
  Tentamos encontrar qual foi a primeira demonstração cultural de Jaguaribe, porém, a falta de acervo histórico e de informações nos deixaram completamente de mãos atadas. Resolvemos então, registrar momentos de um sábado, onde acontece a feira, rodeada pelo Mercado Municipal. Creiamos que essa seja uma das manifestações culturais mais antigas de nossa cidade. 



Grande diversidade de frutas, disponível aos Jaguaribanos durante as manhãs de sábado.

         De um lado as frutas, do outro roupas e utensílios que muitas vezes só encontramos por ali. Muitas conversas, encontros e até um espaço para o registro de tudo isso.





         Num dado momento de nosso registro (eu e meu colega de grupo Ezequias) fizemos uma pequena entrevista com um vendedor de rapadura. Poucas perguntas que nos trouxeram um pouco da visão que se tem um comerciante jaguaribano sobre a cultura.





Mariazinha: - A quanto tempo o senhor vende rapadura aqui na feira?

Senhor Chico: - 35 anos.

Mariazinha: - O senhor acha que Jaguaribe tem bastante cultura?

Senhor Chico: - Já teve. Mas, não tem mais.

Mariazinha: - O senhor acha que nós jovens podemos resgatar a cultura?

Senhor Chico: - Tem que ir buscar lá fora para melhorar a perspectiva da cidade.

Mariazinha: - O senhor vende muita rapadura? Ou já vendeu antes?

Senhor Chico: - Já vendi antes, hoje a venda caiu quase 75%.

Mariazinha: - Ou seja, a cultura de Jaguaribe está caindo também.

Senhor Chico: - Com certeza. A minha venda está melhor nas outras cidades, menos no Jaguaribe.




Após a publicação desse registro em uma rede social, veio várias informações importantes a cerca do assunto. Me surpreendi, nunca tinha levantado uma opinião tão forte como essa em nenhuma de minhas redes. A partir de comentários conheci ainda mais sobre a cultura jaguaribana. E com eles vieram até sugestões, quem sabe não as sigo? 







Assim, chegamos ao final da primeira ação. Espero sinceramente que nós consigamos crescer para expandir ainda mais a cultura jaguaribana... Amanhã teremos post sobre vestuário. Obrigada pela visitinha, e volte sempre. O Jaguaribe também é seu. 


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Registro de nascimento


             O Registro de Nascimento é um dos documentos mais importantes de um cidadão ou cidadã, nele encontramos informações pessoais de cada indivíduo. Sabemos que ainda existem muitos cidadãos e cidadãs que não possuem Registro Civil, enquanto outros possuem, mas gostariam de modificá-lo, devido a erros de datilografia – pois o computador não tinha se tornado uma ferramenta nos Cartórios de Ofícios – nos nomes, sobre nomes e o mais comum, nas datas.
             Jaguaribe também sofreu com um destes grandes erros. No Brasil Império foi criada a Vila de Riacho do Sangue, em 6 de maio de 1833, por uma Lei Provincial, sendo esta vila a 19ª (décima nona) na Capitania do Ceará. Depois, em 1º de agosto de 1850, modifica-se o nome para Cachoeira, e em 8 de novembro de 1864, transfere-se a sede administrativa para o povoado de Jaguaribe-Mirim, que passa a ser o novo nome desta vila. E, no dia 12 de agosto de 1918, a vila de Jaguaribe-Mirim é elevada a categoria de Cidade, acontecendo assim a sua Emancipação Política. Em 20 de dezembro de 1938, pelo Decreto Estadual nº 448, é modificado o nome da cidade, passando a se chamar somente Jaguaribe. (RIBEIRO, 2005)
             São tantas datas que é impossível não perguntar: que dia realmente devemos comemorar o aniversário de Jaguaribe? Este é um grande impasse na cronologia das datas deste município, além de uma enorme confusão com a idade. Vejamos a seguir alguns anacronismos:
 · Se comemorarmos no dia 06 de maio 1833, quando a vila foi criada, sem topônimo de   Jaguaribe, teríamos 177 anos;
 · Mas, se a data base for 08 de novembro 1864, data em que a sede administrativa foi transferida do povoado de Cachoeira para o povoado de Jaguaribe-Mirim, estaríamos completando 146 anos;
· E se usarmos a data da Emancipação Política, 12 de agosto de 1918, quando da elevação a categoria de cidade, estamos com 92 anos.
Assim como aquelas pessoas que tem duas datas natalícias, devido a erros no Registro de Nascimento, escolhem uma data para comemorarem seu aniversário, nós também precisamos escolher a data correta para festejarmos o nascimento do município de JAGUARIBE.



*Michelsen Diógenes de Oliveira
Licenciado em Pedagogia e História
(Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA)
Aluno da Especialização em História do Brasil
(Instituto Superior de Teologia Aplicada – INTA)


BIBLIOGRAFIA

RIBEIRO, Valdir Uchoa. Jaguaribe Minha Terra. Vol. 5 – Formação Política. Fortaleza-CE. Premius Editora, 2005