O Com.Domínio Digital é um projeto de realização do grupo aliança para inserção do jovem no mercado de trabalho. Como resultado do primeiro produto, nós equipes que falamos sobre a cultura, tivemos a iniciativa de montar esse blog. Espero que goste.
Resultado do 2º produto do nosso Com.Domínio Digital. E como sempre a cultura se fazendo presente. Houve muitas mudanças, mas, conseguimos realizar esse evento maravilhoso. Com muita gente para prestigiar. Foi tudo muito proveitoso e bonito!
Desde cedo organizamos, brigamos, aproveitamos. E no final,
deu tudo certo!
As duas quadrilhas e os casamentos arrasaram. Foi tudo muito engraçado.
Um verdadeiro espetáculo!
Miss e mister simpatia! :)
Realezas da noite!
Gostaríamos de agradecer a essas pessoas maravilhosas e super especiais por comporem a mesa dos jurados. Muito obrigada parceiros!
COM.DOMÍNIO DIGITAL
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses. No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
Rainha da quadrilha: Glaucia Gomes. QUE COISA MAIS LINDA!
Ontem aconteceu a grande inauguração da quadrilha VERDE DO MEU SERTÃO,
o tema desse ano é "Filé, a arte do meu lugar". Eu não fui assistir,
estava no Com.Domínio (noite). Estava chovendo e mesmo assim foi
lotação. Mas, terão outras oportunidades de registrar tudinho para vocês
queridos leitores de meu Jaguaribe.
A vaquejada do Parque Pereira de Freitas, no novo estabelecimento. Localizado ao lado da BR 116. Foi um sucesso!
A noite tivemos atrações de várias bandas de forró, incluindo a banda "Muleke Forrozeiro" que é daqui. Solteirões, Lagosta Bronzeada, Pé de ouro, Bota pra Moer dentre outras que se apresentaram nessa bela estrutura ai de baixo.
Realizaram um super trabalho nesse primeiro projeto. Algo me diz que esse ano ainda vamos nos orgulhar muito do Com.Domínio Digital, pois todas as equipes se empenharam tanto para dar o que há de melhor em cada um. Sinceramente, esperamos continuar com essa força e coragem para mostrar o que nosso Jaguaribe tem de melhor. Parabéns equipe Cultura - 2 (tarde)
Depois do sucesso que foi o ensaio fotográfico sobre renda filé e as demais coisas postadas sobre esse material, me juntei com as equipes da noite e os ajudei fazendo versinhos para um apresentação. Foi interessante e realmente difícil, mais o resultado foi esse:
Na vida de mulher rendeira
A economia é essencial
As vezes no mau momento
Não se ganhava um real
É melhor se acalmar
Venha cá eu vou
mostrar
E o filé vou expressar.
A boa mulher rendeira
Com o coração cheio de amor
Vai fazendo sua malha
Como a rede de pescador
Começando a preencher
Chego até lhe dizer
Tudo é com muito fervor.
Uma renda de malha e nó
É com grande atenção
Acompanhada de cores
Que ilumina toda a razão
É num emaranhado só
Cheia de ponto e nó
Para a grande importação.
O filé já foi famoso
Aqui em nossa cidade
Renda de homens e mulheres
Não importava a idade
O talento é passado
Todo costume é dado
Que da cultura é vivenciado.
Em outros lugares do mundo
O filé se espalhou
Ganhou grande importância
E tudo se intensificou
Sobre a renda vou lhe dizer
É bom sobreviver
O que dessa cultura ficou.
Encosta a cabeça e deita
Sobre o seu conhecimento
É na base do talento
Que essa economia é assim
O artesanato importado
Que aqui foi retratado
Quero que nunca tenha fim.
Simbora participar da cultura da nossa cidade galera!
"Existe uma dança de um jeito arretada. O mês de junho apresenta a quadrilha inspirada. O colorido se arrisca deixando a cidade bonita e com ar de animada". E aí, gostaram do meu versinho? Pois é, não ficou tão bom quanto os de Edmundo maaaaaas! Estamos pertinho pertinho de mais uma das manifestações culturais jaguaribanas, o fest vale. Nele, são vistas apresentações de quadrilhas de todo o vale e região competir. Já aconteceram cinco fest-vale's aqui em nossa cidade. Já visualizamos quadrilhas jaguaribanas ensaiando a noite para fazer liiiiindo no mês de junho. Estou com intuito de ir assistir a um desses ensaios. E fotografar para vocês verem a força de uma quadrilha unida para o bem cultural de nossa cidade.
Resolvi começar com a capa do pequeno livro criado por Edmundo Diógenes Saldanha (grande poeta jaguaribano). Esse foi o primeiro livro em que ele conseguiu apoio de uma editora. E se Deus permitir Edmundo, esse será o primeiro de muitos. De uma capacidade de comunicação excelente, Edmundo nos concedeu uma entrevista. Foi uma honra poder conversar com ele, receber dicas e tal. Não o conhecia, mas, depois de ter sido encarregada a isso, estou gratificada em saber um pouco sobre a história e cultura do meu Jaguaribe.
A feira de Jaguaribe
Há
muitos anos versejo
Porque
meu Deus não proíbe,
E
dele recebo a ordem
Que
dessa forma se exibe:
-“vá
buscar tinta e papel
E
descreva num cordel
A
feira de Jaguaribe”.
Sábado
de madrugada
Já
tem gente a trabalhar,
No
carro ou na carroçada
Tudo
começa a chegar;
Logo,
ao redor do mercado,
Carro,
banca e chapeado
Não
há quem possa contar.
E
depois do sol raiar
Chega
aquela multidão
Moça
arrastando carrinho,
Mulher
com cesto na mão,
E
corre a feira todinha
Aromas
de cebolinha,
Cheiro
verde e pimentão.
Tudo
aqui tem de montão
Penso
até que não se acaba
Tem
jerimum, tem melão,
Batatinha,
beterraba,
Jaca,
morango, maçã,
Fruta
do conde, romã,
Manga,
acerola e goiaba.
Bem
à frente outro cenário,
A
velha feira do grão
São
as lonas estiradas,
Litro
de pau e caixão;
Por
onde a gente caminha,
Vê
vasilhas com farinha
Milho,
arroz, fava e feijão.
Alecrim,
manjericão,
Orégano,
noz-moscada,
Boldo,
chá preto, erva doce,
Cascas
para garrafada,
Eucalipto,
erva cidreira...
Nas
bancas da nossa feira
Acho
que não falta nada.
Nosso
queijo é conhecido,
Nossa
manteiga é gostosa,
Aqui,
se processa o leite
Com
técnica milagrosa;
Tanto
quanto o derivado
Ganha
nome no mercado
A
nossa gente engenhosa.
Chega
uma moça bonita
E
compra o que lhe convém,
Pagando
a mercadoria
Abre
um sorriso também;
Somente
aquela beleza
Pode
igualar-se à grandeza
Que
a nossa feira tem.
Desde
a rapadura preta
Ao
alfenim cor de areia
Na
feira se encontra doce,
Jaguaribe
é casa cheia,
Quem
com glicose se ajeita
Ou
não tem contra-receita
compra
leva e saboreia
O
ouvido até se atrapalha
Confundindo
a gritaria,
Diz
um feirante:”olha o peixe!”
Outro
diz: “olha a bacia!”
Um
grita: “tá se acabando!,
Venha
cá, vamos comprando,
Só
resta uma melancia!”
E
na maior correria,
a
feira se propagando,
Um
mostra a mercadoria
Outro
chega pechinchando;
Esses
vão negociar,
Já,
outros, entram num bar
E
findam se embriagando.
Por
objetos de argila,
Na
feira é grande a procura,
Potes,
panelas e jarros.
Ou
bicho em miniatura.
Nada
parece bizarro,
Deus
também deu vida ao barro,
Diz
a sagrada escritura.
A
centenária cultura
Mostra
o nosso artesanato:
Crochê,
bordado e filé,
Frutos
do tempo e do tato.
O
presente enlaça o elo
Mas
mãos de um passado belo
Que
não se perde o contato.
Nosso
comércio, de fato,
Na
semana é permanente;
Aos
sábados fica intenso,
Diversificadamente;
O
encontro comercial
Artístico
e cultural
Pertence
a toda essa gente.
As
lojinhas e os lojões ,
Em
nome da economia,
Vendem
roupas e calçados
Com
bom preço e garantia;
Ninguém
mesmo se acomoda
Vendo
as tendências da moda
Que
cada fone anuncia.
Satisfeita
a freguesia
Tudo
vai se destinando:
Ônibus,
carros e motos
Vão
partindo e buzinando;
No
decorrer desse instante
Todo
o mercado ambulante
Vai
novo rumo tomando.
A
feira vai terminando
Cumprindo
a sua rotina,
Se
vai o povo da roça,
Se
vai a bela menina...
Resta
ver, um chapeado,
Resmungando
embriagado,
Se
esparramando na esquina.
E
quando tudo termina,
Entra
tudo em desmontagem:
O
feirante dobra a lona
Quase
sem força e coragem;
Quando
a banca se destroça,
Num
carro ou numa carroça
Se
vai aquela bagagem.
Os três últimos parágrafos , seu Edmundo quem recita no vídeo acima!
Trabalho na
área da cultura???. No meu caso pessoal, aliás, não posso deixar de assinalar
uma diferença. De apontar para a distância existente entre o trabalho artístico
e o trabalho na administração pública. Não se trata de uma questão de tempo, de
entrega, de seriedade ou de amor - porque tempo, entrega, seriedade e amor são
comuns a ambas as ocupações. Trata-se de uma diferença qualitativa. De uma
diferença que diz respeito à espécie de dedicação que o trabalho na
administração pública exige. É uma dedicação que independe do humor ou do
capricho pessoal. Uma dedicação cotidiana, constante, pontual e inadiável. Uma
dedicação que se impõe como se fosse uma vontade em si mesma ao longo desses
oito anos.
MINHA VISÃO
DE CULTURA
Cultura não
no sentido das concepções acadêmicas ou dos ritos de uma "classe
artístico-intelectual". Mas em seu sentido pleno, antropológico. Vale
dizer: cultura como a dimensão simbólica da existência social jaguaribana. Como
usina e conjunto de signos de cada comunidade e de todo o município. Como eixo
construtor de nossas identidades, construções continuadas que resultam dos
encontros entre as múltiplas representações do sentir, do pensar, do fazer e da
diversidade cultural. Como espaço de realização da cidadania e de superação da
exclusão social, seja pelo reforço da auto-estima e do sentimento de
pertencimento, seja, também, por conta das potencialidades inscritas no
universo das manifestações artístico-culturais com suas múltiplas possibilidades
de inclusão socioeconômica. Sim. Cultura, também, como fator econômico, capaz
de atrair divisas para o município e de, aqui dentro,
gerar emprego e renda.
Não cabe aos
gestores municipais fazer cultura, mas, sim, criar condições de acesso
universal aos bens simbólicos. Não cabe aos gestores municipais fazer cultura,
mas, sim, proporcionar condições necessárias para a criação e a produção de
bens culturais, sejam eles materiais, imateriais ou naturais. Não cabe aos
gestores municipais fazer cultura, mas, sim, promover o desenvolvimento
cultural geral da sociedade. Porque o acesso à cultura é um direito básico de
cidadania, assim como o direito à educação, à saúde, à vida num meio ambiente
saudável. Porque, ao investir nas condições de criação e produção cultural,
estaremos tomando uma iniciativa de consequências imprevisíveis, mas certamente
brilhantes e profundas. Na verdade, o munícipio nunca esteve à altura do fazer
cultural de nosso povo, nos mais variados ramos da grande árvore da criação
simbólica.
Visibilidade e valorização da cultura
jaguaribana?, Há! Isso só terá consequência
se o município, de fato, se desdobrar e se traduzir em ação as políticas
públicas de cultura.
“O povo sabe o que quer, mas o
povo também quer o que não sabe”.
Hoje, em plena 7 (sete) horas da manhã, idealizamos um trabalho diferente, nunca antes visto no nosso Jaguaribe. Equipe CDD, mais uma vez inovando, fizemos um ensaio fotográfico retratando a arte do filé jaguaribano.
Com o apoio da fotografa Jammara Rúbya [ Excelente profissional ], da modelo Manuella Vaz, "Manu", e Jefferson Ricardo que nos cedeu o seu espaço [Aras Estação Festa Buffet]. Realizamos um belo trabalho. Demonstração das peças artesanais da Dona Dioneia
E aí, gostaram? Obrigada pela visitinha e volte sempre.
Imagem: Artesã jaguaribana preenchendo sua tela, filé.
O Filé surge a partir de uma rede simples, composta de
malhas e nós, seguindo a técnica de confecção da rede de pescador, que lhe
serve de inspiração. Primeiro as artesãs trabalham a "malha" trançada
com fio de algodão . Logo em seguida esta é colocada numa grade de madeira,
para ser preenchida. Ponto a ponto vão surgindo diversas peças com desenhos
autênticos e criativos.
Para começar abalando com as estruturas do blog, nossa orientadora de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) Cinthya Helena, vestida com filé em uma comemoração com alunos.
Esta parecida com Maria Bonita não é gente? Mulher macho sim sinhô!
Famoso em muitos lugares, o filé é uma renda produzida manualmente, servindo de renda as mulheres e até homens aqui de Jaguaribe. Cultura histórica, o filé já foi tema de vários desfiles. Também, bastante usado para demonstração na televisão brasileira, mais precisamente na Rede Globo de Televisão e em outra emissoras.
Garotas jaguaribanas usando a renda filé em desfiles. Ao conversar com uma artesã, percebi que assim como a rapadura o filé está crescendo em outros lugares, menos em Jaguaribe. As peças que ela vende já são até exportadas! Argentina, Bolívia, EUA, dentre outros. Fora a importação que é seu maior lucro, principalmente para as outras regiões brasileiras. Quem aqui lembra da Açucena de Cordel Encantado? Pois é. Seu figurino era formado por filé !
A Dona Dioneia, a quem entrevistei juntamente com meu colega Ezequias, nos contou sua história, seus lucros e certamente dá para imaginar não é? Ela virou de simples artesã a microempreendedora, o nome de seu estabelecimento é DIOFILÉ. Que chique não é?
Foto antiga da organização das artesãs do Curralinho. O estabelecimento da D. Dioneia é localizado na Rua 5 do bairro Curralinho.
Hoje ela tem cinco funcionárias que trabalham com ela para melhor qualidade do filé. Fora as outras pessoas que vendem os filés para a própria D. Dioneia. Sua produção já chegou a ser umas duzentas a trezentas peças por mês. Ao lado, uma das ajudantes da D. Dioneia dando os últimos reparos em uma peça. Ao final, fizemos questão de fotografar o momento com a mulher batalhadora, que se transformou em uma mulher de negócios assim como tantos outros jaguaribanos.
Obrigada pela visita. Volte sempre. O Jaguaribe, também é seu!