Imagem: Artesã jaguaribana preenchendo sua tela, filé.
O Filé surge a partir de uma rede simples, composta de
malhas e nós, seguindo a técnica de confecção da rede de pescador, que lhe
serve de inspiração. Primeiro as artesãs trabalham a "malha" trançada
com fio de algodão . Logo em seguida esta é colocada numa grade de madeira,
para ser preenchida. Ponto a ponto vão surgindo diversas peças com desenhos
autênticos e criativos.
Para começar abalando com as estruturas do blog, nossa orientadora de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) Cinthya Helena, vestida com filé em uma comemoração com alunos.
Esta parecida com Maria Bonita não é gente? Mulher macho sim sinhô!
Famoso em muitos lugares, o filé é uma renda produzida manualmente, servindo de renda as mulheres e até homens aqui de Jaguaribe. Cultura histórica, o filé já foi tema de vários desfiles. Também, bastante usado para demonstração na televisão brasileira, mais precisamente na Rede Globo de Televisão e em outra emissoras.
Garotas jaguaribanas usando a renda filé em desfiles.
Ao conversar com uma artesã, percebi que assim como a rapadura o filé está crescendo em outros lugares, menos em Jaguaribe. As peças que ela vende já são até exportadas! Argentina, Bolívia, EUA, dentre outros. Fora a importação que é seu maior lucro, principalmente para as outras regiões brasileiras.
Quem aqui lembra da Açucena de Cordel Encantado? Pois é. Seu figurino era formado por filé !
A Dona Dioneia, a quem entrevistei juntamente com meu colega Ezequias, nos contou sua história, seus lucros e certamente dá para imaginar não é? Ela virou de simples artesã a microempreendedora, o nome de seu estabelecimento é DIOFILÉ. Que chique não é?
Foto antiga da organização das artesãs do Curralinho.
O estabelecimento da D. Dioneia é localizado na Rua 5 do bairro Curralinho.

Hoje ela tem cinco funcionárias que trabalham com ela para melhor qualidade do filé. Fora as outras pessoas que vendem os filés para a própria D. Dioneia.
Sua produção já chegou a ser umas duzentas a trezentas peças por mês.
Ao lado, uma das ajudantes da D. Dioneia dando os últimos reparos em uma peça.
Ao final, fizemos questão de fotografar o momento com a mulher batalhadora, que se transformou em uma mulher de negócios assim como tantos outros jaguaribanos.
Obrigada pela visita. Volte sempre. O Jaguaribe, também é seu!







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