sábado, 18 de maio de 2013

Expressividade Cultural

Realizaram um super trabalho nesse primeiro projeto. Algo me diz que esse ano ainda vamos nos orgulhar muito do Com.Domínio Digital, pois todas as equipes se empenharam tanto para dar o que há de melhor em cada um. Sinceramente, esperamos continuar com essa força e coragem para mostrar o que nosso Jaguaribe tem de melhor. 

Parabéns equipe Cultura - 2 (tarde) 


Versinhos de renda

Depois do sucesso que foi o ensaio fotográfico sobre renda filé e as demais coisas postadas sobre esse material, me juntei com as equipes da noite e os ajudei fazendo versinhos para um apresentação. Foi interessante e realmente difícil, mais o resultado foi esse:


Na vida de mulher rendeira
A economia é essencial
As vezes no mau momento
Não se ganhava um real
É melhor se acalmar
Venha cá  eu vou mostrar
E o filé vou expressar.

A boa mulher rendeira
Com o coração cheio de amor
Vai fazendo sua malha
Como a rede de pescador
 Começando a preencher
Chego até lhe dizer
Tudo é com muito fervor.

Uma renda de malha e nó
É com grande atenção
Acompanhada de cores
Que ilumina toda a razão
É num emaranhado só
Cheia de ponto e nó
Para a grande importação.

O filé já foi famoso
Aqui em nossa cidade
Renda de homens e mulheres
Não importava a idade
O talento é passado
Todo costume é dado
Que da cultura é vivenciado.

Em outros lugares do mundo
O filé se espalhou
Ganhou grande importância
E tudo se intensificou
Sobre a renda vou lhe dizer
É bom sobreviver
O que dessa cultura ficou.

Encosta a cabeça e  deita
Sobre o seu conhecimento
É na base do talento
Que essa economia é assim
O artesanato importado
Que aqui foi retratado
Quero que nunca tenha fim.

Simbora participar da cultura da nossa cidade galera! 

Mariazinha Saldanha

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Mais um versinho!





Na expressividade cultural
Estamos em ação
Publicando a cultura
Com a forte preocupação
De deixar o povo informado
Artesanato, costume e gado
Para toda região.



segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Existe uma dança
de um jeito arretada.
O mês de junho apresenta
a quadrilha inspirada.
O colorido se arrisca
deixando a cidade bonita
e com ar de animada".

E aí, gostaram do meu versinho? Pois é, não ficou tão bom quanto os de Edmundo maaaaaas!

Estamos pertinho pertinho de mais uma das manifestações culturais jaguaribanas, o fest vale.
Nele, são vistas apresentações de quadrilhas de todo o vale e região competir. Já aconteceram cinco fest-vale's aqui em nossa cidade. 
 Já visualizamos quadrilhas jaguaribanas ensaiando a noite para fazer liiiiindo no mês de junho. Estou com intuito de ir assistir a um desses ensaios. E fotografar para vocês verem a força de uma quadrilha unida para o bem cultural de nossa cidade.







quinta-feira, 2 de maio de 2013

Cordel: A feira de Jaguaribe



Resolvi começar com a capa do pequeno livro criado por  Edmundo Diógenes Saldanha (grande poeta jaguaribano). Esse foi o primeiro livro em que ele conseguiu apoio de uma editora. E se Deus permitir Edmundo, esse será o primeiro de muitos. 

De uma capacidade de comunicação excelente, Edmundo nos concedeu uma entrevista. Foi uma honra poder conversar com ele, receber dicas e tal. Não o conhecia, mas, depois de ter sido encarregada a isso, estou gratificada em saber um pouco sobre a história e cultura do meu Jaguaribe. 








A feira de Jaguaribe
Há muitos anos versejo
Porque meu Deus não proíbe,
E dele recebo a ordem
Que dessa forma se exibe:
-“vá buscar tinta e papel
E descreva num cordel
A feira de Jaguaribe”.

Sábado de madrugada
Já tem gente a trabalhar,
No carro ou na carroçada
Tudo começa a chegar;
Logo, ao redor do mercado,
Carro, banca e chapeado
Não há quem possa contar.

E depois do sol raiar
Chega aquela multidão
Moça arrastando carrinho,
Mulher com cesto na mão,
E corre a feira todinha
Aromas de cebolinha,
Cheiro verde e pimentão.

Tudo aqui tem de montão
Penso até que não se acaba
Tem jerimum, tem melão,
Batatinha, beterraba,
Jaca, morango, maçã,
Fruta do conde, romã,
Manga, acerola e goiaba.

Bem à frente outro cenário,
A velha feira do grão
São as lonas estiradas,
Litro de pau e caixão;
Por onde a gente caminha,
Vê vasilhas com farinha
Milho, arroz, fava e feijão.

Alecrim, manjericão,
Orégano, noz-moscada,
Boldo, chá preto, erva doce,
Cascas para garrafada,
Eucalipto, erva cidreira...
Nas bancas da nossa feira
Acho que não falta nada.

Nosso queijo é conhecido,
Nossa manteiga é gostosa,
Aqui, se processa o leite
Com técnica milagrosa;
Tanto quanto o derivado
Ganha nome no mercado
A nossa gente engenhosa.


Chega uma moça bonita
E compra o que lhe convém,
Pagando a mercadoria
Abre um sorriso também;
Somente aquela beleza
Pode igualar-se à grandeza
Que a nossa feira tem.

Desde a rapadura preta
Ao alfenim cor de areia
Na feira se encontra doce,
Jaguaribe é casa cheia,
Quem com glicose se ajeita
Ou não tem contra-receita
compra leva e saboreia
O ouvido até se atrapalha
Confundindo a gritaria,
Diz um feirante:”olha o peixe!”
Outro diz: “olha a bacia!”
Um grita: “tá se acabando!,
Venha cá, vamos comprando,
Só resta uma melancia!”

E na maior correria,
a feira se propagando,
Um mostra a mercadoria
Outro chega pechinchando;
Esses vão negociar,
Já, outros, entram num bar
E findam se embriagando.

Por objetos de argila,
Na feira é grande a procura,
Potes, panelas e jarros.
Ou bicho em miniatura.
Nada parece bizarro,
Deus também deu vida ao barro,
Diz a sagrada escritura.

A centenária cultura
Mostra o nosso artesanato:
Crochê, bordado e filé,
Frutos do tempo e do tato.
O presente enlaça o elo
Mas mãos de um passado belo
Que não se perde o contato.

Nosso comércio, de fato,
Na semana é permanente;
Aos sábados fica intenso,
Diversificadamente;
O encontro comercial
Artístico e cultural
Pertence a toda essa  gente.

As lojinhas e os lojões ,
Em nome da economia,
Vendem roupas e calçados
Com bom preço e garantia;
Ninguém mesmo se acomoda
Vendo as tendências da moda
Que cada fone anuncia.

Satisfeita a freguesia
Tudo vai se destinando:
Ônibus, carros e motos
Vão partindo e buzinando;
No decorrer desse instante
Todo o mercado ambulante
Vai novo rumo tomando.


A feira vai terminando
Cumprindo a sua rotina,
Se vai o povo da roça,
Se vai a bela menina...
Resta ver, um chapeado,
Resmungando embriagado,
Se esparramando na esquina.

E quando tudo termina,
Entra tudo em desmontagem:
O feirante dobra a lona
Quase sem força e coragem;
Quando a banca se destroça,
Num carro ou numa carroça
Se vai aquela bagagem.

 Os três últimos parágrafos , seu Edmundo quem recita no vídeo acima! 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A visão de quem entende.


JACQUELINE LEITE
- ASSESSORA MUNICIPAL DE CULTURA
 DE 2005 A 2012

Trabalho na área da cultura???. No meu caso pessoal, aliás, não posso deixar de assinalar uma diferença. De apontar para a distância existente entre o trabalho artístico e o trabalho na administração pública. Não se trata de uma questão de tempo, de entrega, de seriedade ou de amor - porque tempo, entrega, seriedade e amor são comuns a ambas as ocupações. Trata-se de uma diferença qualitativa. De uma diferença que diz respeito à espécie de dedicação que o trabalho na administração pública exige. É uma dedicação que independe do humor ou do capricho pessoal. Uma dedicação cotidiana, constante, pontual e inadiável. Uma dedicação que se impõe como se fosse uma vontade em si mesma ao longo desses oito anos.

MINHA VISÃO DE CULTURA

Cultura não no sentido das concepções acadêmicas ou dos ritos de uma "classe artístico-intelectual". Mas em seu sentido pleno, antropológico. Vale dizer: cultura como a dimensão simbólica da existência social jaguaribana. Como usina e conjunto de signos de cada comunidade e de todo o município. Como eixo construtor de nossas identidades, construções continuadas que resultam dos encontros entre as múltiplas representações do sentir, do pensar, do fazer e da diversidade cultural. Como espaço de realização da cidadania e de superação da exclusão social, seja pelo reforço da auto-estima e do sentimento de pertencimento, seja, também, por conta das potencialidades inscritas no universo das manifestações artístico-culturais com suas múltiplas possibilidades de inclusão socioeconômica. Sim. Cultura, também, como fator econômico, capaz de atrair divisas para o município e de, aqui dentro, gerar emprego e renda.
Não cabe aos gestores municipais fazer cultura, mas, sim, criar condições de acesso universal aos bens simbólicos. Não cabe aos gestores municipais fazer cultura, mas, sim, proporcionar condições necessárias para a criação e a produção de bens culturais, sejam eles materiais, imateriais ou naturais. Não cabe aos gestores municipais fazer cultura, mas, sim, promover o desenvolvimento cultural geral da sociedade. Porque o acesso à cultura é um direito básico de cidadania, assim como o direito à educação, à saúde, à vida num meio ambiente saudável. Porque, ao investir nas condições de criação e produção cultural, estaremos tomando uma iniciativa de consequências imprevisíveis, mas certamente brilhantes e profundas. Na verdade, o munícipio nunca esteve à altura do fazer cultural de nosso povo, nos mais variados ramos da grande árvore da criação simbólica.

 Visibilidade e valorização da cultura jaguaribana?, Há!  Isso só terá consequência se o município, de fato, se desdobrar e se traduzir em ação as políticas públicas de cultura.

“O povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe”.

Muito obrigada.